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É interessante perceber como as vezes não temos um plano maior para nossas vidas. Por exemplo, por dez anos os Estados Unidos da América perseguiu determinadamente o terrorista Osama Bin Laden, conhecido por ter sido a mente por trás do atentado do dia 11 de Setembro de 2001. Na noite de domingo, soldados da equipe de elite da marinha americana conhecidos como SEAL invadiram a mansão onde o terrorista vivia em uma cidade do Pakistão.Mataram o Osama. Mas o que fazer agora? Parece que o alvo maior era apenas eliminá-lo. Mas o que fazer agora? Qual o próximo passo? Até os especialistas concordam de que não há uma definição muito clara. A razão pela qual eu faço esta pergunta é pela semelhança deste assunto com a nossa vida. Muitos vivem assim, determinados a alcançar um alvo, um objetivo. Lutam, se esforçam, investem dinheiro, tempo e dedicação com o fim de conquistar, mas quando alcançam não sabem o que fazer com a vida. Se esqueceram de que mais importante do que alcançar um alvo ou objetivo é o que esta busca, esta dedicação, este esforço fez em você e de você. Quem você se tornou como fruto desta empreitada? O que aconteceu com as pessoas ao seu redor devido este desejo? Conquistam, é verdade mas perdem a alma no caminho. Perdem o sentido maior de viver, pois toda sua vida estava fundamentada e estruturada apenas para alcançar aquele objetivo. Matamos o Osama Bin Laden, e agora? Você pode então se perguntar se estou sugerindo uma vida sem iniciativa, sem sonhos, ou sem aspirações. Muito pelo contrário; estou sugerindo tudo isto e muito mais, apenas faço uma menção de que seja qual for o objetivo nosso para viver, e eu sei que há diferentes signifcados, eles precisam apontar, nos levar para algo além do concreto, além daquilo que podemos tocar, conquistar, construir ou adquirir. Precisamos, e reitero também, ter planos que incluam a eternidade, planos que ultrapassem os dias que temos de vida. Deixar um legado, criar alegria e felicidade para os outros, apontar e direcionar pessoas para a cruz de Jesus. Amar e se deixar ser amado, viver com paixão e dedicação. Mesmo durante o cativeiro na Babilonia, Deus instruiu a nação de Israel a crescer, a sonhar, a plantar uvas e produzir seus vinhos, a criar, a casar-se e dar-se em casamento, enfim, a contiuar a viver e não somente perseguir um alvo que no caso deles era a liberdade do dominio Babilônico. Precisamos viver confiantes em Deus e certos de que nele e através dele, nossa vida e nossa existência, tomam outra direção e um sentido totalmente novo. Só assim todos os nossos planos verdadeiramente terão sentido!





